Acordo para venda da plataforma nos Estados Unidos é congelado após novas tarifas comerciais — entenda como isso afeta o futuro do app.
Nos últimos dias, o TikTok voltou ao centro das atenções internacionais. O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu estender por mais 75 dias o prazo para que a ByteDance, empresa chinesa proprietária da plataforma, conclua a venda das operações do TikTok em solo americano.
A medida vem em um momento delicado das relações comerciais entre Estados Unidos e China. A decisão de Trump ocorreu logo após a imposição de novas tarifas a produtos chineses, o que levou Pequim a suspender as negociações que estavam em andamento para a venda da plataforma.
Um acordo já estava próximo de ser fechado: a ideia era transformar o TikTok em uma empresa com sede nos Estados Unidos, com participação majoritária americana e a ByteDance mantendo apenas uma fatia minoritária. Com o agravamento das tensões comerciais, esse plano foi colocado em pausa.
Trump, por sua vez, reforçou o uso das tarifas como uma estratégia de negociação e sinalizou que pode recuar nas medidas, desde que as conversas avancem. A prorrogação do prazo abre uma nova janela de oportunidade para que um acordo definitivo seja alcançado.
Empresários como Steve Mnuchin (ex-secretário do Tesouro), Alexis Ohanian (cofundador do Reddit) e Frank McCourt (executivo de mídia e ex-dono do time LA Dodgers) já manifestaram interesse em investir na nova versão americana do TikTok.
Enquanto isso, a plataforma continua operando normalmente nos EUA. No entanto, seu futuro segue indefinido, dependente dos próximos passos da diplomacia entre Washington e Pequim — e dos desdobramentos políticos e econômicos que cercam a disputa tecnológica entre os países.
“Estamos bem próximos de um acordo com o TikTok, mas a China precisa demonstrar boa fé. As tarifas são uma ferramenta poderosa.”
— Donald Trump, presidente dos EUA


